quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Sem Sofrimento não Crescemos
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Penetrando no Coração do Buda
domingo, 28 de dezembro de 2008
Dhamapada
sábado, 27 de dezembro de 2008
Shikantaza e o Movimento Potencial
Mas aos olhos do praticante Zen, que é um olhar não público (de fora pra dentro), mas um olhar de dentro, já que ele é o que vê, mas é também e ao mesmo tempo o que pratica. E a este olhar o que seria de fato movimento potencial? O que é estar totalmente imóvel? Respiramos, o pulmão se move, o diafragma, as costelas, o tórax, o abdome, as narinas, a coluna vertebral (cervical, torácica e lombar), a pele...
Expansão e recolhimento.
O tempo todo.
Então prendemos a respiração e o coração continua batendo, expansão e recolhimento; o sangue circulando; como parar? Como zerar o movimento? Existe um movimento zero?
Existe algum Movimento Potencial no Zazen?
Tudo está em expansão e recolhimento. Quando digo tudo quero dizer o universo todo, o tempo inteiro.
Expandindo.
Recolhendo.
O Tempo todo.
Suponhamos, que o nascimento seja o movimento de expansão da visa, ou seja, a inspiração; e a morte, o recolhimento.
Então podemos concluir que, se no nascimento há expansão e recolhimento, na morte, também há respiração – expansão e recolhimento.
O Movimento Potencial está para o movimento assim como o Shikantaza está para o Zazen.
E o ponto de encontro entre o Shikantaza e o Movimento Potencial está na respiração.
Sentar-se em Zen, não é, embora pareça, uma ação rígida e desprovida de movimento.
Enquanto sentamos, imóveis, a vida se expressa ininterruptamente inspirando, expirando.
Expansão e recolhimento, corpo e mente, micro e macro.
Não temos, principalmente no Ocidente, o hábito do não movimento.
Calar o corpo é talvez mais difícil do que calar a voz.
Ao calar o corpo o silêncio externo implode em convulsões dolorosas.
O que aos olhos de fora é chamado Zen e lido como tranqüilo e sereno é, na prática, uma bomba ativada pronta para explodir no minuto presente.
Presente.
Estar presente.
Presente na dor.
O corpo dói enquanto a cabeça gira, sofre, chora, tem raiva, quer fugir, quer matar e morrer, sumir, sair correndo, sacudir, Ufa!!!
Isto é Zen.
Isto é ser Zen.
O Zen visto com os olhos do Zen.
E o que é ser Zen?
É busca constante sem pausa.
No Movimento Potencial o ponto zero mantém o ponto zero.
No Zazen o ponto zero é apenas um ponto.
No Zazen o ponto zero é o ponto entre o mais e o menos.
Pro mais é movimento,
pensamento,
emoção...
Quando se chega no zero no Zen, na verdade apenas se chega ao começo, à possibilidade de ir adiante.
Respirar na dor, entrar em contato com a vida.
E a vida é também dor.
É a possibilidade na impossibilidade.
O verdadeiro Zen começa do zero pra menos.
Quem sou eu?
O que pensamos saber, o que acreditamos ser o real, é só o que vai do mais ao ponto zero.
Do ponto zero pra menos, é onde o real começa.
Do ponto zero pra menos, é só onde o real começa.
Monja Eishun
do site: www.monjacoen.com.br
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Gakudo Yojin-shu
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Zen Espanha
Amigos y amigas del Dharma:
Amigos y amigas de otros caminos y otras creencias.
Quería dar las gracias por poder caminar por este mundo y por este siglo, con vuestra presencia y vuestra ayuda, para realizar algo bueno, y os deseo todo lo mejor para este fin de año y para el próximo.
Con mucha practica en tu fe, y que tengais mucha felicidad. Para los del Zen, mucho Zazen, agradable y fructífero en vuestro camino.
Que podamos todos juntos realizar por fin un mundo mejor y legar a las generaciones futuras algo positivo.
Cuidar a nuestra Madre Tierra y unirnos a la verdad cósmica; dejarnos llevar por la orden universal inconscientemente, naturalmente.
...
Amistad en el Dharma.
Gassho, Didier Doza.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Natureza-Buda
domingo, 21 de dezembro de 2008
Vó Mocica
“Surfar as ondas da vida”
“E não é a mesma coisa com a vida? Quanta resistência fazemos! Como sofremos de medo de nos entregar, de nos deixar ser levados pela grande corrente da vida! Que batalha que é para aprender a nos soltar – soltar o espírito, soltar a mente, abrir mão da tentativa de controlar tudo.”
Monja Isshin - retirado do site: http://monjaisshin.wordpress.com/
Todas as existências são perfeitas como são
Ku
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
No caminho do meio, a pedra é o caminho
Se todo carma é ação
está além da reação.
Cada objeto nesse mundo
é puro percurso, pura ação.
Todo objeto é caminho.
A banana, da terra ao cacho
A pedra, do pó ao pó
A montanha, em seu movimento incessante
Todo objeto vai do ponto A ao ponto B
A raiva passa
O amor vem e vai
A amizade também tem seu tempo
A atenção-plena é acessada apenas pela atenção-plena.
Toda verdade não prescinde da verdade para ser observada.
Ela abre os olhos de quem a procura profundamente
eliminando toda a ignorância do percurso.
Se há medo ou desânimo, a verdade diz que é ilusão
Se há alegria, diz que é só a metade
Se encontra a liberdade, diz: é Verdade!
Mas como saber se é liberdade, se dela não se provou?
Como buscar a liberdade sem saber a verdade?
Mas... e quem vai querer?
Renasce o sol miudinho nos meus olhos tristes
Rebenta um vulcão na boca do estômago
Me visita todo dia pela manhã o Sabiá Laranjeira.
Pergunto a ele o que é a liberdade
Ele me olha atento e deixa chegar bem pertinho
depois voa com uma pitanga no bico.
Fico não pensando nisso.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Nenhum homem é uma ilha
mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for
levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim
como se fosse uma parte de teus amigos ou mesmo tua; a morte de qualquer
homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca mandes
indagar por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti."
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Ilusão passageira
Eu vou parar de prender as coisas, de desejar e me apegar,
Vou entrar sem distrações na clara percepção dos ensinamentos,
E ejetar a minha consciência para a dimensão da percepção não nascida.
Quando eu deixar este corpo composto de carne e sangue,
Saberei ser ele apenas uma ilusão passageira.
Morte e Vida
Eu vou parar de prender as coisas, de desejar e me apegar,
Vou entrar sem distrações na clara percepção dos ensinamentos,
E ejetar a minha consciência para a dimensão da percepção não nascida.
Quando eu deixar este corpo composto de carne e sangue,
Saberei ser ele apenas uma ilusão passageira.