Yo, el viejo Tcheng, no intervengo para mantener, modificar o cambiar el curso de las cosas siguiendo los deseos del espíritu singular (mente ordinaria). Ni exceso de cuidado ni rebeldía, solo la acción adecuada. Si me comporto de una manera diferente con ustedes, cráneos rapados, es para que al fin se atrevan a ver el espíritu original directamente por sí mismos en lugar de buscar siempre por intermedio de nobles gallardos ya muertos o al frecuentar a aturdidos como yo. Mi estilo propio es sacudiros como el viento al arbusto de la montaña. Al hacerlo, rompo todos vuestros puntales y quedáis completamente desamparados, sin nada de que agarraros. Pero como socavo todas vuestras pequeñas seguridades y os llenáis de pánico, decís, para tranquilizaros de nuevo, que yo peco contra la Ley y las conveniencias y que no soy más que un vil blasfemo. Así continuáis agarrados desesperadamente a la apariencia y a lo accesorio en lugar de dejarlos partir sin tratar de retenerlos.
Como mis palabras no tienen eco en vosotros, si les doy un giro, entonces decís que vienen de un
famoso gallardo muerto siglos atrás. No comprendéis tampoco que ellas os conciernen de manera directa en lo inmediato. Al contrario os consideráis como algo precioso, digno de conservar y cultivar. Cráneos rapados, aferrados a tales futilidades, desperdiciáis vuestras vidas en vano y la evidencia del espíritu original se os escapa. ¡Qué triste naufragio el vuestro!
Las palabras del viejo Tcheng
Voces de montañas y ríos
Boletín de la Fundación para vivir el Zen
www.fundacionzen.org
Nº 10, octubre 2006
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Uma vozinha debaixo da trouxa
Eis aqui a história de um monge cujo amor a um rapaz o enlouqueceu. O rapaz morrera vitimado por uma enfermidade, e o monge chorou sobre o corpo dele dias a fio; acabou devorando o cadáver.
Depois disso, espalhava o pânico na aldeia do vale, pois descia durante a noite para comer cadáveres.
Um mestre zen, Kwaian, que passava pela aldeia, resolveu tentar libertar aquele homem do seu demônio. Subiu ao templo, encontrou seu hospedeiro e deitou-se para dormir.
Enquanto ele dormia, o outro errou à sua procura para comê-lo, mas não o achou. Por isso mesmo, no dia seguinte, cheio de respeito, disse ao mestre zen:
- O mestre, na verdade, é um buda ... instruí-me nos princípios capazes de libertar-me.
kwaian ordenou-lhe que meditasse nos seguintes versos:
Sobre o rio brilha a lua.
Nos pinheiros sopra o vento.
Fresca e pura manhã de uma longa noite tranqüila,
Qual a razão disso?
No ano seguinte Kwaian voltou ao templo, que achou invadido pelo mato e pelos caniços. Mas nessa noite de outono ouviu uma vozinha que murmurava o poema. Aproximou-se da silhueta acocorada do velho monge mas, no momento em que a tocou, ela caiu, desfeita em pó. Nada mais restava além dos ossos e da velha trouxa azul do monge.
Kwaian mandou restaurar o templo, que veio a ser um grande templo do soto zen.
Fonte: A tigela e o bastão - Taisen Deshimaru
Depois disso, espalhava o pânico na aldeia do vale, pois descia durante a noite para comer cadáveres.
Um mestre zen, Kwaian, que passava pela aldeia, resolveu tentar libertar aquele homem do seu demônio. Subiu ao templo, encontrou seu hospedeiro e deitou-se para dormir.
Enquanto ele dormia, o outro errou à sua procura para comê-lo, mas não o achou. Por isso mesmo, no dia seguinte, cheio de respeito, disse ao mestre zen:
- O mestre, na verdade, é um buda ... instruí-me nos princípios capazes de libertar-me.
kwaian ordenou-lhe que meditasse nos seguintes versos:
Sobre o rio brilha a lua.
Nos pinheiros sopra o vento.
Fresca e pura manhã de uma longa noite tranqüila,
Qual a razão disso?
No ano seguinte Kwaian voltou ao templo, que achou invadido pelo mato e pelos caniços. Mas nessa noite de outono ouviu uma vozinha que murmurava o poema. Aproximou-se da silhueta acocorada do velho monge mas, no momento em que a tocou, ela caiu, desfeita em pó. Nada mais restava além dos ossos e da velha trouxa azul do monge.
Kwaian mandou restaurar o templo, que veio a ser um grande templo do soto zen.
Fonte: A tigela e o bastão - Taisen Deshimaru
"Faz barulho porque não está completo".
"Na nascente, onde a água é rasa, a superficie é agitada e barulhenta. Perto da foz, onde o riacho se torna profundo, asuperficie é calma e tranqüila, fluindo silenciosamente"
Shundo Aoyama Rôshi - Para uma pessoa bonita - Ed. Palas Atenas.
Shundo Aoyama Rôshi - Para uma pessoa bonita - Ed. Palas Atenas.
Assinar:
Postagens (Atom)