quinta-feira, 19 de março de 2009

Poemas (no estilo Chines)

1) Um caminho estreito cercado de densa floresta;
Por todos os lados, as montanhas se quedam na escuridão.
As folhas de outono já caíram.
Não choveu, mas ainda assim as rochas estão escuras com musgos.
Voltando a minha cabaninha por um caminho que poucos conhecem,
Carregando uma cesta de cogumelos frescos
e um jarro de água pura do poço de um templo.

2) A chuva acabou, as nuvens todas se foram,
e o tempo novamente está limpido.
Se teu coração é puro, então todas as coisas em teu mundo são puras.
Abandone este mundo evanescente, abandone a si mesmo,
Então eis que a lua e as flores te guiarão caminho afora.

3) Eu me sento calmamente, ouvindo as folhas que caem - 
Uma cabaninha solitária, uma vida de renúncia.
O passado já se foi, as coisas não mais são lembradas.
Minha manga está molhada de lágrimas.

4) Degraus de pedra, um bolo de musgo lustroso;
O vento leva em si o perfume do cedro e do pinheiro.
A chuva se deteve e está começando a clarear.
Eu chamo as crianças enquanto ando para apanhar uma cachaça na aldeia.
Depois que bebi demais, escrevi feliz estas linhas.

Mestre Ryokan - 
Fonte: Revista Flor do Vazio - Ano 5-Vol1- Inverno de 2005

quarta-feira, 18 de março de 2009

Começando com honestidade

      Quando começamos a mudar, é difícil voltar ao nosso modo de vida antigo, ainda que o desejemos, Alguma coisa despertou dentro de nós, e a força positiva da mudança cria um momentum que nos impele a continuar. Descobrimos então que o caminho espiritual está justamente aquí, seja o que for que estejamos fazendo; podemos não ter sido capazes de percorrer o caminho deliberadamente, por isso o caminho veio até nós.
     Ainda que tentemos não acreditar que o giro contínuo do desejar e do agarrar seja destrutivo, nossos desapontamentos e frustrações acabarão afinal por moderar-nos e ajudar-nos a encarar as realidades de nossas vidas. Daí que, seja quais forem os trabalhos ou obstáculos que tenhamos de enfretar no caminho espiritual, não devemos desistir - pois, se o fizermos, no fim de contas, é decisão nossa; mas se vacilarmos para trás e para a frente, indecisos, estaremostão-só desperdiçando um tempo valioso. Precisamos decidir agora a encarar a nossa vida com honestidade.
     Estamos sempre tentando, ou direta ou indiretamente, proteger os nossos egos e as nossas auto-imagens; esse hábito é um dos mais difíceis de largar. Gostaríamos que houvesse um modo de nos desenvolvermos interiormente sem ferir o ego, sem analisar, meditar e preservar. Todos gostaríamos disso se não tivessemos de trabalhar em nós mesmos. Infelizmente, porém, não é fácil progredir sem antes remover nossos obscurecimentos e em antes alcarar a nossa visão. Até quando imaginamos que nossa mente está clara, na verdade, ela pode estar inquieta, nublada ou cheia de sentimentos de "perda". Às vezes, até parece que não queremos ver. 

sábado, 14 de março de 2009

Troca de endereço.

Hoje as 19h30min tivemos a primeira prática na nova cede da Comunidade Zen Buddhista de Florianópolis. A pratica foi orientada pelo Monge Genshô, responsável por esta sangha. 
O endereço atual é: Praça Getúlio Vargas (Praça dos Bombeiros), 126  - Centro (Esquina Hermann Blumenau).